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Na Minha Terra

luisfernandes — 15-07-2007 GTM 1 @ 15:04

Na minha terra eu vejo,
Em cada dia que passa
Um mal e um bem que desdenha.
A água do mar de forma estranha...
Os peixes vão sentindo
Tudo isto estão consentindo...
No mar da praia dourada.
Na verdade eu sinto o desejo
De ver na minha terra,
Tudo, com mais claridade...
De facto dá-me ansiedade
De respirar em cada madrugada
O ar da límpida água salgada.
Faz-me aprofundar o sentido
De ver em Armação de Pêra
Um jardim para a meninada,
Brincar com regularidade.
Na face fica a vontade...
Dos avós desfrutarem com serenidade.
Até quando o sonho fica adiado?
Nas muralhas da velha cidade...

Luís Fernandes - Abril/07

Viva o Benfica

luisfernandes — 15-07-2007 GTM 1 @ 15:04

Não sei se sabes… águia ligeira!
Conhecida és: a primeira…
A defender a nossa bandeira.
Com melhor optimismo,
Digo, sem cepticismo!...
Que não temas o abismo,
Da fúria das perseguições:
Dos leões, dragões e tubarões.
Fazes sofrer tantos corações…
És impulso no ar,
A voar mais alto.
Vestida de branco e vermelho.
Na luz tu és: espelho…
Da cor da nossa bandeira
Sem dúvida és: a primeira…
Inerente com mais posteridade,
Cadência para a mocidade.
Chama viva de grande prestígio,
No teu glorioso passado.
Na Europa e no Mundo,
Já conseguiste, quase, tudo!
Serás sempre igual…
Amanhã, esperança desportiva…
Orgulho da família Benfiquista…
E do nosso Portugal.
É momento de exclamação!
Com êxito, águia ligeira,
A defender as cores,
Da nossa querida bandeira…

Luís Filipe Fernandes

Sob o Sol

luisfernandes — 15-07-2007 GTM 1 @ 15:03

Sob o Sol da graça Divina…
Deus do homem espera mudança,
Onde Floresce a compreensão.
Em qualquer dia de cada estação.
Nos olhos de uma criança…
Existe cada vez mais esperança,
De o homem dar atenção
À vida da nova geração.

Luís Fernandes

No Meu Olhar

luisfernandes — 15-07-2007 GTM 1 @ 15:02

No meu olhar tristonho
Vi na lembrança do sonho
Que eu sempre quis pôr
O meu desejo bem maior;
No luzir dos meus olhos
Com ramos de flores aos molhos...
Eu encontro no verbo amar
O diálogo que eu sei conjugar,
Eu somente vi em meus sonhos
Vi no alento dos teus braços;
Que o meu rosto tinha traços
Num raio de luz que não alcanço!?
A esperança que ainda falta...
Junto de ti como um poeta,
Ainda me restam as mãos...
Que tentam um diálogo mudo,
Onde tu compreendes tudo!
Tudo terá o seu tempo.
Onde eu pretendo chegar
Jamais deixarei de lutar
Simplesmente vou devagar
Esquecendo no sonho a mágoa
Que vivo disfarçando dia-a-dia
O diálogo que eu sei conjugar.

Luís Fernandes - Abril/07

Curriculum

luisfernandes — 15-07-2007 GTM 1 @ 15:01

Luís Filipe das Neves Fernandes, nasceu a 16 de Setembro de 1946, na pitoresca vila algarvia, de armação de Pêra, iniciando desde logo um convívio permanente com o mar, as embarcações e os pescadores.
Deste contacto com a natureza nasceu a sua inspiração poética cimentada pela sensibilidade humanista que o caracteriza.
Aos l6 anos rumou a Lisboa lutando pela vida e pela sua independência: Casou com Donzília Fernandes, de quem tem duas filhas. Aos seus quatro netinhos já prometeu incutir o gosto pela poesia.
No ano de 1971 emigrou para a Suíça e juntamente com a sua família trabalhou arduamente com o intuito de construir bases mais sólidas com as quais pudesse realizar o sonho de a todos poder proporcionar um futuro feliz. E sorridente.
Só depois de ter vivido alguns anos no país que considera a sua segunda Pátria, é que Luís Fernandes sentiu aquele chamamento interior que o levou a expressar as suas ideias e sentimentos através da escrita, pois apesar de durante a sua juventude já sentir um especial carinho pela poesia, a. sua inspiração poética ficou adormecida, guardada dentro de si, até ao momento em que a saudade fez mais um milagre. Homem de sentimentos altruístas, verdadeiro cidadão do Mundo, cedo se sentiu atraído pelas mais justas causas que incessantemente nos convidam à intervenção.
Foi presença assídua e efectiva em várias Associações de Solidariedade, mantendo-se ainda hoje participante activo em algumas delas. Em 1994 fez parte da direcção da “Associação Urgence pour um Timor Libré”; em Genéve, lutando pela liberdade do povo de Timor, sendo também correspondente da Comissão para os Direitos do Povo Maubere. Em 1996 colaborou na organização denominada o “Planet des Enfants”, que trabalhava em defesa das crianças vitimas da guerra em Angola, (uma referência para a esposa do Luís Fernandes que foi incansável na luta contra a guerra neste país africano).
Culturalmente tem demonstrado um invulgar interesse pela divulgação da língua e da cultura portuguesa e ultrapassando com coragem e persistência a barreira da distância., mantém-se como correspondente dos jornais, Luso-Helvético, Portucalense e Voz de Silves.
De regresso a Portugal, permanecendo ainda activista das Associações com que colaborou, decidiu em boa hora abrir as portas ao seu amor pela Poesia criando em 1998 Mensageiro da Poesia-Associação Cultural Poética em Amora, um boletim mensal, actualmente bimestral que dá oportunidade à divulgação da Poesia de outros Poetas, não se limitando a este cantinho português, mas antes tornando realidade o intercâmbio cultural entre poetas de qualquer parte do mundo onde se fale português, com natural realce para o Brasil e para algumas comunidades portuguesas espalhadas pela Europa.
O Poeta Luís Fernandes tem um livro publicado, e em breve fará a apresentação de outro trabalho. Já participou em várias colectâneas em Portugal e no Brasil, sendo com todo o mérito um pioneiro na divulgação além fronteira da nossa cultura popular na vertente poética e um acérrimo defensor da divulgação da nossa língua camoniana.