O Pescador
Por ser obra do destino
Começa desde menino,
A labutar na faina do mar.
No olhar traz descoberto.
Quanto despeito sente tão perto.
O pescador que tanto ama…
Tudo o que ascende na alma
Apenas o seu ser de amor
Aclama suaves os brilhos,
No mundo que imunda a calma
Dia após dia pensa na família.
Nessa vida cheia de sarilhos,
Bebe manhãs de nevoeiro
Sobre esse mar traiçoeiro.
Penetra em si no interior,
O calor do sangue nas veias,
Entre o luar e a sombra
Caminha com mil ideias
O destemido e nobre pescador
Parte sempre em viagem,
Com o rosto fixo na paisagem.
Flutua na vida que tanto ama…
Com a luz do sol no esplendor,
Enaltece o dote do seu ser,
Na imensidão do Oceano.
Afogam-se as lágrimas de dor,
Que inundam o coração e a calma,
Na transparência do ser que não é…
A inteligência das leis do poder
Luís Filipe N. Fernandes


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