Olhar no Horizonte
Eu ando de mãos abertas,
No êxtase caminho, que procuro!
Dizendo coisas, que ninguém entende,
Com frases, que se aprende.
Os caminhos desolados,
Dos pobres coitados.
Que querem ouvir, com serenidade,
A missa do mais triunfante.
Arrogado orador, que elegia:
A outra, o outro e aquilo.
Esquecendo o amor e tanto zelo,
Dos que andam de pés descalços,
Na vida…
Eu sei orar de mãos erguidas,
Pedindo: que sejam leves penas
E se torne em horas serenas,
O calvário de tantas vidas.
Eu ando de mãos abertas,
No êxtase sonho, que procuro!
Para ver a gente viver,
Num mundo mais puro.
Com beijos de intenso fulgor,
Onde reina a paz e o amor.
Quem nos dera que fosse assim:
Este êxtase carisma!
O símbolo da minha cisma,
Do verdadeiro amor, que procuro!...
Luís Filipe N. Fernandes


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